Esse print abaixo, de um post que eu vi recentemente no twitter, resume bem uma coisa que eu penso não só sobre RPG, mas sobre a produção literária contemporânea de fantasia no geral:
Por melhor que eu escreva, a imagem acima resume bem o problema do excesso de tudo, a mentalidade de "toda arma é lendária", "toda espada tem nome", "todo personagem nível 1 já é um mestre espadachim", etc que contaminou o gênero "fantasia" de uns anos para cá.
Tudo é exagerado, os autores mais "mainstream" e até mesmo muitos "indies" acham que tudo precisa ser "épico", "espetacular" e aí pra mim isso estraga as coisas, pois tudo fica forçado demais e isso deixa um vazio no fim.
Se tudo é "épico", "superfantástico", "ultra-super-mega-hiper-especial-plus", então no fim nada é especial e nada importa de verdade nesses mundos de fantasia.
Nem todo guerreiro pode ser o mestre espadachim.
O aventureiro nível 1 não pode ser o mestre guerreiro, líder de uma ordem militar.
Para ser um mestre guerreiro, um arquimago, um druida hierofante, um mestre de uma ordem de paladinos, são necessários anos e anos de treino, estudo e sacrifícios. Não pode haver personagens que recebem tais coisas de mão beijada, sob o risco da história perder o significado.
Há muitos outros problemas, óbvio, mas esse é um dos principais.
Qual a opinião dos meus 9 leitores sobre isso?
Forte Abraço!
Que Deus os abençoe!

Este leitor concorda plenamente com você. Menos é mais, e sempre será. Boas aventuras de fantasia medieval não são produzidas quando se coloca os heróis de Dragon Ball Z enfrentando goblins e kobolds. Essa imagem retrata muito bem a crítica que tenho feito nos últimos anos.
ResponderExcluirGrato pelas palavras, Odin. Essa imagem que o tuiteiro fez foi sensacional. Conseguiu demonstrar de uma maneira óbvia o atual estado, não só de D&D, mas de praticamente todo o gênero "Fantasia".
ExcluirNão há nada de errado em todos serem especiais, bardeco! Afinal, todos são “seres de luz”, alguns mais que outros é óbvio. E o RPG serve apenas como um exercício de reafirmação de gênero. Tanto é que faltou os pronomes nesse personagem moderno. Abandone e queime todas fantasias antigas e aceite o D&D 5.5 e os livros e shows “modernos” como seu único guia e RPG absoluto. Veja, até mesmo Ravenloft evoliu se tornando mais “inclusivo e colorido”, HAHAHAHAHAHAHAHAHA
ResponderExcluirRealmente, é fato que hoje em dia tem muita gente que se acha o alecrim dourado e quer tudo feito especial.
ExcluirConversando com meu irmão outro dia sobre a campanha que D&D5e que ele terminou de mestrar há pouco tempo (e o esgotamento mental decorrente de tal tarefa), concordamos sobre um ponto: quando jogávamos a 3ª Ed. na virada do século, nossa principal referência eram os shonen. E o mesmo deve ter rolado para toda uma geração de jogadores, fora a influência dos MMOs e outras coisas que ignoro agora.
ResponderExcluirSim, Seeker. A grande influência por trás dessa estética exagerada de hoje em dia são os MMO tipo world of warcraft e similares. Nos anos 2000 com certeza os shonen influenciaram fortemente os ilustradores, autores e jogadores da época (eu acho que os livros da 3e têm umas artes com um jeito de mangá).
ExcluirPro bem ou pro mal, podemos dizer que a quarta edição foi o ápice desse game design influenciado pelos MMORPG!
ExcluirSempre ouvi falar nisso, de que a 4a edição era na verdade um boardgame, mas nunca li nada dessa edição e nem joguei
ExcluirAntes, se os personagens de Dungeons & Dragons eram pouco mais do que heróis pulp, agora são verdadeiros super-heróis desde o nível 1!
ResponderExcluirsim, Mike, exatamente isso. Essa é uma das principais críticas que eu tenho com a quinta edição de "D&D" (que para mim não é D&D - eu só gosto do AD&D2e e dos que vieram antes dele). Todo personagem nível 1 já é o bonzão hoje em dia.
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