Esse print abaixo, de um post que eu vi recentemente no twitter, resume bem uma coisa que eu penso não só sobre RPG, mas sobre a produção literária contemporânea de fantasia no geral:
Por melhor que eu escreva, a imagem acima resume bem o problema do excesso de tudo, a mentalidade de "toda arma é lendária", "toda espada tem nome", "todo personagem nível 1 já é um mestre espadachim", etc que contaminou o gênero "fantasia" de uns anos para cá.
Tudo é exagerado, os autores mais "mainstream" e até mesmo muitos "indies" acham que tudo precisa ser "épico", "espetacular" e aí pra mim isso estraga as coisas, pois tudo fica forçado demais e isso deixa um vazio no fim.
Se tudo é "épico", "superfantástico", "ultra-super-mega-hiper-especial-plus", então no fim nada é especial e nada importa de verdade nesses mundos de fantasia.
Nem todo guerreiro pode ser o mestre espadachim.
O aventureiro nível 1 não pode ser o mestre guerreiro, líder de uma ordem militar.
Para ser um mestre guerreiro, um arquimago, um druida hierofante, um mestre de uma ordem de paladinos, são necessários anos e anos de treino, estudo e sacrifícios. Não pode haver personagens que recebem tais coisas de mão beijada, sob o risco da história perder o significado.
Há muitos outros problemas, óbvio, mas esse é um dos principais.
Qual a opinião dos meus 9 leitores sobre isso?

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