sexta-feira, 10 de julho de 2026

Ravenloft: resgatando a arte pré-5a edição - parte 2

 Saudações, aventureiros, taverneiros e ferreiros!


Hoje trago a 2ª parte da minha série de preservação das artes de Ravenloft pré-5ª edição. Relembro que o meu objetivo é preservar neste meu humilde espaço as artes oldschool de Ravenloft, da época de seu auge e do auge de D&D, que foi em AD&D2e.


O tema das artes deste post é o famoso Lord Soth, o cavaleiro da morte, ora vilão, ora antiherói trágico.

Encontrar artes oldschool do Lord Soth foi bem mais fácil do que encontrar as do Conde Strahd von Zarovich, pois esse personagem aparentemente não teve seu design tão "atualizado" pela 5ªedição (ou vai ver nem entrou no livro de Ravenloft da 5ª edição [pseudo-ravenloft] - não sei e nem quero saber) e porque seu design não permite mudanças muito radicais (pois ele está sempre com capacete cobrindo seu rosto).


Para mim essa é a melhor ilustração do Lord Soth para Ravenloft. A paleta em preto e branco, o sombreamento e as vagas névoas no fundo da imagem ressaltaram bem os arquétipos góticos de "cavaleiro trágico", "nobre amaldiçoado" e "aristocrata decadente" encarnados por este personagem. Eu olho para essa imagem e tenho vontade de escrever uma aventura ou uma história sobre ele.

Essa ilustração é de Dragon Lance, mas é do mesmo personagem, na mesma época, então coloquei aqui. Comparando com a ilustração abaixo, eu achei que o Lord Soth tem uma armadura mais bacana nessa aqui, mas está muito high fantasy.

Da mesma coleção de cards da ilustração acima, esta aqui é do Lord Soth no contexto de Ravenlot: colocaram mais pano e menos armadura, creio eu que numa tentativa de diminuir o visual High fantasy e aumentar o fator "Gótico" - mas esse personagem é essencialmente  High Fantasy, então essa é uma tarefa quase impossível. A melhor ilustração do Lorde Soth em Ravenloft continua sendo a primeira do post. Esta aqui também foi usada na capa do livro "Knight of the Black Rose", um dos romances baseados em Ravenloft.


A ilustração acima é do interior do livro "When Black Roses bloom", uma aventura de Ravenloft situada em Sithicus, domínio do qual Lord Soth é o darklord.



Essa ilustração aqui é a aparência verdadeira "canônica" do Lord Soth, de qua do ainda era um paladino humano e antes de cair em desgraça, tal qual ilustrado na aventura "When Black Roses Bloom" de Ravenloft. Sendo bem franco, não gostei. Talvez por causa do sorriso, mas ele parece muito "fanfarrão".




Outra rara ilustração de Lord Soth sem seu capacete e máscara quando ainda era humano. Não é ilustração oficial, trata-se de um bom fanart que provavelmente retrata o momento em que Lord Soth tomou a decisão que o condenou à sua maldição. Gosto do jeito de "ilustração feita à lápis num caderno de escola" que essa aqui tem. Isso a deixa mais autêntica e viva, com alma. Eu particularmente gostei mais desta versão fan art do Lord soth sem máscara do que da versão oficial acima. 
Miniatura oldschool feita pela Ral Partha. Bem detalhada, com boas proporções e sem os exageros típicos das miniaturas feitas hoje em dia!

Outra Miniatura oldschool do Lord Soth feita pela Ral Partha



Outra. Ral Partha é (ou era, não sei se ainda está atuante no mercaso) um fabricante muito bom de miniaturas.



6 comentários:

  1. Por mais interessante que seja Lord Soth e por mais legais que sejam suas ilustrações ao longo dos anos, nada mudaria o fato de que meus jogadores acabariam chamando-o de "Lorde Lata de Lixo".

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    1. Sim, temos aí 2 problemas:
      1) o design do capacete dele não é tão bom assim, realmente. Poderiam ter feito um elmo medieval mais clássico, mais "comum"
      2) o brasileiro quer ser zoeiro em tudo, tudo mesmo. Não sei se isso acontece lá fora (embora consiga imaginar uns moleques americanaos chamando ele de"bucket head" no nogo), mas aqui temos essa coisa de nunca levar nada a sério (mesmo quando, digamos, a "dramatização" o exige)

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  2. Gronark, o Senhor do "Amor"15 de julho de 2026 às 10:24

    Esqueça esse cavaleiro da morte que usa uma lata de lixo como capacete, Bardeco. O novo livro "Ravenloft - The Horror Within" é o guia absoluto para a geração "moderna" de D&D! O livro é tão bom que muitos darklords são apenas vitimas incompreendidas que tentam se proteger de tieflings que invadem seus domínios. Além disso, Lord Soth agora se tornou obeso para representar a positividade corporal! É a vitória absoluta da "diversidade e do amor", HAHAHAHAHAHA

    https://www.reddit.com/media?url=https%3A%2F%2Fi.redd.it%2Fsome-new-art-from-horror-within-v0-v8wg5q8nwzug1.png%3Fwidth%3D768%26format%3Dpng%26auto%3Dwebp%26s%3Dd6c1f63395ad1ed791c8a5a1e28d181cc5284908

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    1. Olha quem apareceu, o demoniozinho do bueiro. Tudo bem com você? Tem pego muita chuva?
      Esse negócio de "todo vilão na verdade é um incompreendido" é uma das maiores burrices que os tolos perpetuam hoje em dia, só pode ser influência demoníaca mesmo!
      (PS: não achei o Lord Soth obeso nessa imagem, não. Está um pouco mais "cheio" sim, mas acho que é a armadura, não é?)

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  3. As imagens originais de Lord Soth são excelentes, sempre foram a referência que usei em minhas mesas para descrever o arquétipo do cavaleiro negro. Eu particularmente gosto do elmo porque dá ao personagem um ar mais "espectral". E tudo em sua história parece se encaixar perfeitamente no visual.

    Por outro lado, a nova imagem que o perfido Gronark compartilhou, foi feita para parecer perturbadora porque os jogadores veteranos de D&D criticaram muito as novas versões de Ravenloft por serem água com açucar. Mas no fim, é algo vazio porque nada naquele livro execrável representa o que o cenário realmente é.

    Enfim, ótimo post!

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    1. Grato, nobre Odin.

      De fato, o Lord Soth é bem mesmo aquele arquétipo do "cavaleiro negro". E a imagem do Gronark até que não está ruim, comparando com o naipe do que tem sido produzido de "Ravenloft" e "D&D". Só achei os "fantasmas" que aparecem atrás do Lord Soth meio... sei lá... caricatos. Como se tivessem sido desenhados por alguém que não entende o que é terror, e aí ouviu ou leu uma explicação meia-boca e tentou reproduzir o que entendeu (e entendeu mal, ainda por cima)

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