sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Atualização de meus projetos - dezembro/2025

 Saudações, aventureiros, ferreiros, taverneiros e NPCs!


Espero que todos tenham tido um excelente Natal e um feliz Ano-Novo ao lado de vossas famílias, com muita saúde, alegria e fartura e muitas bênçãos de Nosso Senhor Jesus Cristo!


Conforme  prometido, segue uma breve atualização de meus projetos literários:

1) Meu wargame - conforme escrevi na postagem passada, já está uns 50% completo, em dezembro escrevi uma linhazinha aqui, outra ali. O que falta mesmo é fazer um teste com as regras, jogando. Miniaturas para isso não faltam, e conforme pode ser visto no meu blog de wargaming, estou fazendo cenários artesanalmente (embora eu já tenha comprado algumas construções impressas em 3D).

2) uma versão mais "boardgame" do meu wargame (um dia explico melhor). Falta testar regras, corrigir o que for necessário, etc. Quando estiver pronto, publicarei o livro de regras no Wargame Vault (site irmão do DriveThruRPG).

3) algumas aventuras oldschool (teve uma delas que comecei há uns 3 anos achando que ia escrever rapidamente um pdf de 20 páginas para colocar logo à venda, mas a história foi se desenvolvendo e se provou muito mais desafiadora para escrever do que eu pensava, mas estou quase acabado agora. Essa é a mais avançada e as outras estão num estágio bastante embrionário ainda [deve ter umas 2 ou 3 assim, no rascunho inicial]. O que me dá preguiça nessa aventura quase completa é ter que criar os mapas do mundo e da dungeon para incluir no livro - criar mapas de dungeons é muito chato, pelo menos eu acho isso. Na próxima aventura, vou criar o mapa primeiro e pensar na dungeon inteira com base no mapa, porque o processo contrário é muito complicado, e olha que eu escrevi desde o começo de modo que a dungeon fizesse sentido!!)

4) O outro livro de regras para uma nova classe de personagens (no estilo do meu "A Jester's Handbook") estava parado porque estava em um notebook antigo, mas já o recuperei e passei para meu atual PC, e voltei a trabalhar nele. Em passos de tartaruga, mas eventualmente irei publicá-lo!

5) um bestiário (puxando mais para o lado low-fantasy ou, digamos, "old fantasy") - também estava parado no notebook antigo e já foi resgatado. Porém, ainda não recomecei os trabalhos neste aqui.

6) O outro gerador de aventuras (no estilo do meu Gothic Plot Generator) foi concluído e publicado no DrivethruRPG no final de dezembro de 2025, conforme o planejado. O nome do livro é Saga Maker, e serve como um "gerador de Sagas nórdicas", além de conter informações gerais sobre este interessantíssimo gênero literário. (Link para o livro no DriveThruRPG

(já atualizei a postagem onde tem a lista completa dos meus livros publicados. Link aqui!)

7) E assim que eu terminei de escrever e publiquei o Saga Maker, veio a inspiração para outro livro, que já está quase pronto também. Se Deus quiser, mês que vem (ou em março/abril) estarei escrevendo aqui que consegui publicá-lo! Veremos...

8) Há outros livros, também em estado embrionário, que volta e meia escrevo uma linha, um parágrafo, penso em títulos/idéias, pesquiso imagens, etc. Tem pelo menos uns 2 ou 3 livros assim. Tem um que eu gostaria de atacar logo, tão logo publique o do item 7, acima. Veremos...

Por enquanto é isso, digníssimos leitores...

Espero conseguir postar mais este ano! Pelo menos estas atualizações mensais eu devo postar, para não deixar o blog largado.

Abraço do Bardo!

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Por onde anda o Bardo

Saudações aventureiros, taverneiros, ferreiros e para vocês também, eventuais NPCs que encontram meu blog (que vocês um dia consigam libertar suas almas da "hive mind" e se tornem indivíduos de verdade!)

Um rápido post para tirar a poeira e as teias de aranha do blog. 

Tenho estado ocupado com outros projetos e hobbies, fora trabalho e estudos e, claro, cuidar da família.

Para quem quiser acompanhar, comecei um blog de wargames, bilingue, onde interajo um pouco com a blogosfera anglófona:

Condado de Australusia

A idéia é ir publicando histórias/cenários que se passam na minha "imagi-Nação" chamada Australusia, um pequeno condado na Península Ibérica medieval. 

A idéia é ir contando a história desse país desde sua fundação, no contexto das Guerras de Reconquista, até sua transformação em um Principado na época do Renascimento (por volta da segunda metade do século XVII). 

O blog também serve para eu postar fotos das minhas miniaturas pintadas, fazer review de miniaturas, eventualmente postar fotos de jogos, diários de campanha, etc. 

Tudo isso surgiu motivado pelo meu projeto de escrever meu próprio wargame, inspirado no ChainMail (e enquanto aqui mal se conhece o ChainMail e o Warhammer 40K, lá fora isso é um mundo, com dezenas de wargames diferentes, dos mais variados períodos históricos e também de mundos de fantasia).

O meu wargame já está uns 50% completo, mas eu gostaria de testar as regras antes de publicar (e pretendo publicar no Wargame Vault, site irmão do Drivethru RPG onde meus outros livros estão publicados).

Esse projeto, aliado à minha vontade de ter miniaturas mais realistas (como já escrevi aqui antes, essa estética exagerada e "ultrafantástica" das miniaturas de RPG de hoje em dia não me agrada), me motivou a comprar e colecionar miniaturas medievais. E isso também é um mundo por si só.

Fora o meu wargame, também estou escrevendo (a passos de formiga e em doses homeopáticas) outros livros de RPG e outro jogo:

- uma versão mais "boardgame" do meu wargame (um dia explico melhor)

- algumas aventuras oldschool (teve uma delas que comecei há uns 3 anos achando que ia escrever rapidamente um pdf de 20 páginas para colocar logo à venda, mas a hoatória fois e desnvolvendo e se provou muito mais desafiadora para escrever do que eu pensava, mas estou quase acabado agora. Essa é a mais avançada e as outras estão num estágio bastante embrionário ainda)

- outro livro de regras para uma nova classe de personagens (no estilo do meu "A Jester's Handbook", no qual eu criei a classe Jester, com suas regras próprias e itens mágicos específicos)

- um bestiário (puxando mais para o lado low-fantasy ou, digamos, "old fantasy")

- outro gerador de aventuras (no estilo do meu Gothic Plot Generator, mas focado em outro estilo literário). Este está quase completo e eu gostaria de publicar ainda este ano no DrivethruRPG.


E é por estes motivos que eu não tenho tido muito tempo e nem inspiração para escrever aqui no blog. 

Mas não pretendo abandoná-lo. 

Pelo contrário: para movimentar mais, vou passar a anotar aqui o andamento desses meus projetos, como uma "Atualização".

Eu até tenho alguns posts no rascunho. Vamos ver se consigo postar mais alguma coisa esse ano ainda.


Forte Abraço!

Fiquem com Deus!

Que as brumas não nos alcancem!

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Sobre o dinheiro nos RPG e o uso de "seguidores" e "bases"

Esse é um aspecto um tanto quanto inexplorado do AD&D (ao menos na minha experiência como jogador e como mestre), e me parece ser uma  boa ponte entre RPGs e seus ancestrais, os wargames.

A construção de bases e o recrutamento de seguidores, conforme avança o nível do personagem do jogador, mostra uma faceta mais rica em detalhes da evolução de um aventureiro: começando geralmente sem posses ou pobre, ele se desenvolve e se transforma, através do acúmulo de experiência e de tesouros angariados em inúmeras aventuras, em um pequeno senhor local, com um castelo, fortaleza, mansão e até mesmo um grupo de seguidores (vassalos, soldados, aprendizes, criados, etc.). 



Isto poderia ser mais explorado em jogos porque é um aspecto interessante e geralmente ignorado: administração de (mais) recursos - não só as armas e itens que os PJ sempre carregam, mas também dinheiro, homens, terras, etc.

(Salvo engano, o RPG Pendragon tem essa mecânica de administração da propriedade do personagem do jogador - acho que chamam essa parte do jogo de "fase de inverno", talvez porque no inverno na Inglaterra não havia torneios, por exemplo) 




Além disso, os seguidores, enviados para cumprir missões para o PJ, poderiam eventualmente se tornar também PJs do mesmo jogador, ou de outros que entrassem no grupo. Talvez pudessem ser usados para substituir personagens que morriam (lembre-se de que estamos falando da época em que RPGs eram difíceis, e não simuladores de super-herói da marvel que nem os de hoje em dia!)

Assim como o D&D nasceu do Chainmail com a idéia de "vou interpretar aquele soldado ali", isto poderia ser uma maneira de fazer o caminho inverso, e eventualmente partir de um cenário de RPG para jogar um wargame baseado nas posses de um PJ específico, que se tornou rico o suficiente para comprar terras, construir um castelo e recrutar um exército e, digamos, desafiar o rei goblin que vive em uma montanha próxima em uma batalha em campo aberto contra suas hostes goblinídeas.

Outra vantagem é dar um uso para os tesouros angariados em aventuras e que muitas vezes não têm propósito (normalmente os jogadores só dão valor para armas e itens mágicos obtidos nas aventuras e não para o dinheiro, que costuma ser ignorado, conforme já mencionei em outro post aqui do blog) - e realmente nos tempos atuais de "D&D"5e, com seu público-alvo de imaginação superexcitada por MMORPGs e receptores de dopamina já viciados, o dinheiro no RPG geralmente não serve para nada, tendo em vista que hoje em dia desde o nível 1 praticamente todo PJ já é uma máquina de matar e já possui espadas lendárias no arsenal e seu nome já é conhecido no reino. 

Mas divaguei. Retomando o raciocínio: o dinheiro geralmente não tem muito uso para os jogadores. Talvez os mais adeptos do role play usem o dinheiro angariado nas aventuras para, digamos, subornar guardas e outras autoridades encontradas nas aventuras (principalmente humanos, anões e goblins - acho que elfos só seriam subornáveis com jóias ou itens mágicos,  e não por dinheiro!). Mas creio que mesmo tais jogadores sejam raros hoje em dia. E de certa forma não os culpo. Às vezes o dinheiro no RPG parece mesmo ser uma mecânica meio solta, pelo simples fato de que geralmente consegue-se encontrar tudo o que é necessário explorando dungeons e matando monstros. Até nos RPG de videogame tem uma hora que o personagem é tão poderoso que o dinheiro fica irrelevante porque não tem mais nada sendo vendido em lojas que valha a pena ser comprado- geralmente as armas mais poderosas são loot!


Assim, para dar uma utilidade maior para a mecânica do dinheiro em um jogo de RPG, acho que seria uma experiência bastante interessante um PJ ou até mesmo um grupo de PJs se juntando e dando uso para o dinheiro acumulado nas aventuras para contratarem seguidores, soldados, construtores e se tornarem senhores feudais, por exemplo. 

Daria muito pano para manga até para outros jogos.


O que os confrades que leem o blog acham?

Usavam a mecânica de seguidores e bases do AD&D?

O dinheiro era útil nas aventuras que vocês jogavam?